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Notícias sobre ciência, tecnologia e inovação
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Por Renato Fabiano Matheus
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13 de junho de 2011 |
Texto da Revista Superinteressante de Julho de 2010 já
divulgava dados de pesquisas que mostram relação positiva entre uso de celular e
ocorrência de câncer cerebral, com aumentos identificados entre 15% e 27%.
Apesar disso, a mesma reportagem, comentando opinião de um dos autores da
pesquisa - Daniel Krewski,
biólogo da Universidade de Ottawa – que relativizava os resultados,
dizendo que não eram conclusivos e se baseavam em uma amostra reduzida (“14 mil
pessoas em 13 países ao longo de 10 anos”) e em relatos sobre o tempo de uso
dos próprios pacientes, que podiam ser distorcidos (Fonte: http://super.abril.com.br/saude/celular-pode-provocar-cancer-cerebral-ou-nao-580946.shtml).
Mais recentemente, a Agência Internacional de Pesquisa sobre
o Câncer (do inglês, International Agency For Research on Cancer – IARC),
ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS, ou, no inglês, World Health Organization
- WHO) passou a classificar o uso de celular como possivelmente cancerígeno
(contra uma classificação anterior de que não havia aumento de risco de
ocorrência de câncer devido ao uso de telefones celulares). Desta vez, a
modificação da classificação pela OMS deveu-se a um estudo no qual foram
revisados resultados de várias pesquisas relacionando o aumento de casos de
vários tipos de câncer ao uso dos aparelhos celulares (). Os agentes
cancerígenos são classificados em 5 grupos:
1.
Grupo 1, classificados como cancerígenos para humanos (107 agentes);
2.
Grupo 2A, provavelmente cancerígenos para humanos (59 agentes);
3.
grupo 2B, possivelmente cancerígenos para humanos (266 agentes, dentre
eles o uso de telefones celulares);
4.
Grupo 3, não classificável quanto ao risco de câncer para humanos (588
agentes);
5.
Grupo 4, provavelmente não cancerígeno para humanos (1 agente) (Fonte: http://monographs.iarc.fr/ENG/Classification/index.php,
em 13/6/2011).
O anúncio foi feito em 31 de maio de 2011. “Antes do anúncio
de hoje, a OMS havia garantido aos consumidores que a radiação não tinha sido
relacionada a nenhum efeito nocivo à saúde. [...] Antes do anúncio de hoje, a
OMS havia garantido aos consumidores que a radiação não tinha sido relacionada
a nenhum efeito nocivo à saúde. "Vamos esperar os cadáveres para agir
contra o celular?", questiona pesquisadora. Uma equipe de 31 cientistas de
14 países, incluindo Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos
revisados por especialistas sobre a segurança de telefones celulares. A equipe
encontrou provas suficientes para classificar a exposição pessoal como
"possivelmente cancerígena para os seres humanos." Isto significa que
não existem estudos suficientes a longo prazo para concluir se a radiação dos
telefones celulares é segura, mas há dados suficientes que mostram uma possível
conexão, e que os consumidores devem ser alertados. ” (Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/923296-oms-anuncia-que-celular-pode-aumentar-risco-de-cancer.shtml)
É muito importante ficar claro que não se trata de spam de
Internet. Os dados são oriundos da OMS e foram publicados no meio científico,
por governos (no Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos: http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/cellphones
e http://www.cancer.gov/newscenter/pressreleases/2011/IARCcellphoneMay2011)
e nos principais meios de comunicação do Brasil (Na Folha de São Paulo online:
http://edition.cnn.com/2011/HEALTH/05/31/who.cell.phones/index.html;
G1 do grupo Globo: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/radiacao-de-telefones-celulares-pode-causar-cancer-diz-oms.html;
Jornal Estado de São Paulo, o Estadão online: http://blogs.estadao.com.br/link/uso-de-celulares-pode-provocar-cancer-diz-oms/;
no Jornal Estado de Minas: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/05/31/interna_tecnologia,231117/celular-pode-provocar-cancer-segundo-oms.shtml)
e do Mundo (Na CNN: http://edition.cnn.com/2011/HEALTH/05/31/who.cell.phones/index.html).
Apesar das evidências e notícias, a FDA (Food And Drug
Administration dos EUA) ainda tratava como improvável e duvidosa a
influência do uso de celulares no aparecimento de casos de câncer em função dos
baixos níveis de radiação nas ondas de rádio frequência emitidas e recebidas
(Fonte: http://www.fda.gov/Radiation-EmittingProducts/RadiationEmittingProductsandProcedures/HomeBusinessandEntertainment/CellPhones/ucm116282.htm).
(PARA SABER MAIS: Busca Google sobre o assunto: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=iarc+who+cancer+&meta=#hl=pt-BR&q=iarc+who+cancer+classification+&aq=f&aqi=&aql=&oq=&pbx=1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&fp=3c44a61b90493cf1&biw=1135&bih=578;
Busca de artigos acadêmicos no Google Scholar: http://scholar.google.com.br/scholar?q=iarc+who+cancer+classification&hl=pt-BR&as_sdt=0&as_vis=1&oi=scholart;
Monografias publicadas pela IARC/OMS: http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/PDFs/index.php;
Relação entre uso de celular e câncer na Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Celular_e_c%C3%A2ncer).
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Por Renato Fabiano Matheus
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03 de junho de 2011 |
Conjunto de ações integradas - de iniciativa do Instituto Nacional
de Ciência e Tecnologia para a Web (InWeb), coordenado pela UFMG - apóia o
recém lançado Portal Brasileiro de Ciência e Tecnologia (http://www.pbct.inweb.org.br).
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Por Renato Fabiano Matheus
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06 de maio de 2011 |
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Por Renato Fabiano Matheus
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23 de maio de 2010 |
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Grupo de 24 pesquisadores do The J. Craig Venter Institute,
incluindo Daniel G. Gibson
(entrevista
ao Science Watch sobre o impacto das publicações científicas), primeiro
autor, os pesquisadores seniores Hamilton Smith (na Wikipedia,
ganhador
do prêmio Nobel) e Clyde Hutchison
III (reportagem
sobre os pesquisadores no site do JCVI), e o próprio J. Craig Venter (geneticista
e empresário entrevistado pelo O Globo em 2007), anunciaram dia 20 de maio
de 2010 a criação da primeira
bactéria com genoma totalmente sintético, capaz de se auto-replicar. O DNA
sintetizado a partir de informações digitalizadas e de produtos químicos,
denominado 1.08-Mbp Mycoplasma mycoides JCVI-syn1.0, foi introduzido em
uma célula natural da Mycoplasma capricolum, da qual havia sido extraído
todo o DNA, resultando na criação da nova Mycoplasma mycoides (Fonte: Science
Express, D. G. Gibson et
al. Science doi:10.1126/science.1190719; 2010) (reportagem
sobre a pesquisa na Science) (vídeo
na TED, de Craig Venter, sobre a possibilidade de criação de vida sintética, em
2008, portanto antes da publicação da pesquisa) (reportagem
da BBC).
A Revista Nature entrevistou 8 experts
em biologia sintética e todos concordaram que a pesquisa é um grande avanço,
que abre perspectivas para o futuro, mas, como disse George
M. Church, geneticista da Harvard Medical School, ainda se trata de
uma forma de vida bastante simples e semi-sintética (o DNA da Mycoplasma
mycoides é totalmente sintético mas o resto do material da célula, outros
99%, é o mesmo da Mycoplasma capricolum) (leia
entrevista completa na Nature). Evidentemente, esta pesquisa levanta
questões éticas e filosóficas sobre a definição de o que é a vida (livro
sobre o assunto do físico Erwin Schrödinger, na Wikipedia,
escrito em 1944, antes da descoberta do DNA), bem como questões práticas sobre
os perigos que a aplicação da técnica pode trazer para o meio-ambiente.
O Correio
Brasiliense entrevistou Daniel G. Gibson. Gibson disse que esta pesquisa
abre a perspectiva para criação, no futuro, de organismos sintéticos mais
complexos, que podem ter aplicações extraordinárias, como produção de energia,
limpeza do meio-ambiente e fabricação de produtos farmacêuticos.
Venter liderou anteriormente o Celera
Genomics Group (Celera
Corporation na Wikipedia), consórcio privado que competiu com o Projeto
Genoma Humano (em inglês na
Wikipedia, página
oficial), contribuindo para a aceleração do mapeamento da sequencia de DNA
da espécie humana, alguns anos antes do previsto.
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Por Renato Fabiano Matheus
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02 de outubro de 2006 |
BBC Brasil Ciência, 2/10/6: "O prêmio Nobel de Medicina deste ano será concedido a dois americanos, Andrew Fire [ página acadêmica pessoal; Laboratório Fire] e Craig Mello ( página acadêmica pessoal), por seu trabalho no campo da genética, anunciou nesta segunda-feira o Instituto Karolinska de Estocolmo [em espanhol, na Wikepedia] [página do Karolinska Institutet em sueco e inglês] [ Karolinska na Universia International] [entidade responsável pela nomeação]. [O artigo original da pesquisa pode ler lido livremente no sítio da revista Nature, juntamente com uma reportagem sobre o Prêmio Nobel de Medicina de 2006]. Fire, da Universidade de Stanford, e Mello, da Universidade de Massachusetts, realizaram pesquisas sobre um fenômeno conhecido como "interferência de RNA" - um mecanismo fundamental para controlar o fluxo de informação genética dentro de células vivas. O RNA é uma molécula que se parece com o DNA e que tem o potencial para desativar genes que podem causar danos ao organismo. A "interferência de RNA" já é amplamente usada como um método de estudo das funções dos genes, e pode levar a novos tratamentos para várias doenças, como câncer e infecções virais." (Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/10/061002_nobel_medicina.shtml). Escrever Comentário (0 Comentários) |
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