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  • Mercadante destaca avanços e diz que deixa o MCTI em boas mãos
    Discurso foi realizado na cerimônia de posse ocorrida ontem, no Palácio do Planalto MCTI A criação do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o fortalecimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e o sucesso inicial do programa Ciência sem Fronteiras (desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação). Essas foram algumas das iniciativas elencadas pelo ex-ministro Aloizio Mercadante ao fazer o balanço do período que esteve no comando do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI). Na cerimônia de transmissão do cargo ao físico Marco Antonio Raupp, nesta terça-feira, dia 24/1, em Brasília, Mercadante enfatizou a importância da ciência, tecnologia e inovação ter sido colocada pelo governo e pelo ministério como eixo estruturante do desenvolvimento do Brasil. “Pela primeira vez está no Plano Plurianual como um dos marcos e objetivos estratégicos do país. E é um ministério que está pensando a nova economia brasileiraâ€, frisou. Ele destacou o perfil exigente da presidenta Dilma Rousseff e aconselhou o novo ministro quanto ao rigor exigido na apresentação dos projetos. Exaltou, ainda, o currículo de Raupp e a atuação de ex-ministros da pasta. “O ministério não podia estar em melhores mãos por essa trajetória, por essa competência. Eu tenho absoluta segurança e tenho certeza de que a presidenta também, pela escolha do seu nome para dar continuidade a esse projeto republicano de Estado que é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovaçãoâ€, disse. A criação da Embrapii foi um dos exemplos citados dentro da nova estratégia nacional. Para essa empresa, disse o ex-titular do MCTI, estão sendo reunidos os melhores laboratórios e centros de pesquisa do país. “Já estamos com sete laboratórios de ponta para atender a demanda da indústriaâ€, informou. Para Mercadante, que incluiu o termo inovação no nome do Ministério da Ciência e Tecnologia, inovar e criar uma cultura de inovação é fator decisivo para a competitividade do país “Nós não podemos ter no empresariado uma postura passiva diante da inovação tecnológica. O Brasil hoje é a sexta economia do mundo, nós temos poder de negociação e temos que dar um saltoâ€, disse o economista a uma plateia de autoridades, representantes da comunidade científica e parlamentares. A criação do Cemaden, instalado em Cachoeira Paulista (SP), também mereceu atenção especial durante a gestão do ministro do MCTI. Ele ressaltou o nível de complexidade e competência dos técnicos do grupo, que utilizam grande painel de controle para fazer as previsões. “Eles estão lá hoje 24 horas por dia, todos os dias do ano, preparando os alertas e permitindo que a gente possa amenizar e mitigar o impacto desse desequilíbrio climático que todos nós estamos assistindo nestes últimos anosâ€, afirmou. Importar conhecimento O agora ministro da Educação também destacou do Programa Ciência sem Fronteiras, coordenado pela pasta em parceria com o MCTI, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). De acordo ele, o portal do programa recebeu 20 milhões de acessos desde 13 de dezembro último, além de 28 mil inscrições nesta segunda etapa para concessão de bolsas a estudantes brasileiros nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Alemanha. “Nós vamos expandir esse programa, não só mandando jovens de talento – escolhidos democraticamente, pelo desempenho do Enem, na graduação – mas também doutores e pós-doutoresâ€, comentou Mercadante. “E estamos atraindo jovens talentos, doutores e pesquisadores de nível de prêmio Nobel. Eles ficarão três anos trabalhando no Brasil e fazendo pesquisa. Chega de exportar cérebro; nós queremos importar conhecimento, formar uma geração para estar na ponta da ciência internacionalâ€, disse. Entre os avanços de 2011, ele citou ainda o fortalecimento da Finep, que aumentou em 54% o volume de crédito e reduziu em 58 % o tempo de análise de projetos. Os avanços das negociações na área espacial, a compra de um novo navio oceanográfico para pesquisas, a parceria com o Ministério da Defesa e a nova política industrial e de incentivo na área de tecnologia da informação foram incluídos pelo ex-ministro no balanço de gestão. Como última medida no MCTI, Aloizio Mercadante anunciou um novo mecanismo a ser adotado na pasta, com a vinculação estratégica de temas às respectivas secretarias. Assuntos relacionados à Tecnologia da Informação serão direcionados à Secretaria de Política de Informática (Sepin), pesquisa e biodiversidade à Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), institutos à Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), espacial à Agência Espacial Brasileira (AEB). As áreas físicas, nuclear, mineral e de materiais à atual Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa (Scup), que ganhará status de secretaria especial.

  • Marco Antônio Raupp será o novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação
    A Presidência da República anunciou ontem que o ministro Aloizio Mercadante deixará o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para assumir o Ministério da Educação no lugar de Fernando Haddad. O atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), Marco Antônio Raupp, será o novo titular do MCTI. A posse e a transmissão de cargo dos novos ministros serão realizadas no próximo dia 24/1.

  • RNP armazenará dados em megacomputador localizado em Pernambuco
    Um supercomputador em Recife armazenará os dados da RNP, responsável pelo tráfego de informações de mais de 800 instituições de ensino e unidades de pesquisa do país. A máquina conta com 1.200 processadores que juntos são capazes de analisar 4 petabytes de dados, o equivalente a 4 milhões de gigabytes – ou a capacidade de 850 mil discos de DVD. O Ponto de Presença da RNP em Pernambuco (PoP-PE) abrigará o equipamento de computação em nuvem, que deve desembarcar na cidade até abril a bordo de um contêiner. A escolha de Pernambuco como endereço do megacomputador foi anunciada nesta quinta-feira, 5/1, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e pelo governador Eduardo Campos em entrevista concedida no Palácio do Campo das Princesas. “O Nordeste concentra 27% da população brasileira e apenas 13% do PIB [produto interno bruto] e nossa intenção é a de diminuir desigualdadesâ€, justificou o ministro. A computação em nuvem é uma tendência mundial e consiste no armazenamento de dados na internet em vez dos tradicionais discos rígidos físicos. Entre outras vantagens, o usuário pode ter acesso aos seus arquivos em qualquer lugar do mundo. Um acordo entre o governo federal e a fabricante de componentes eletrônicos Huawei, firmado pela presidenta Dilma Rousseff em abril do ano passado, prevê a doação de equipamentos com grande capacidade de armazenamento de dados. Beneficiário inicial da doação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estabeleceu que a RNP será responsável por planejar e gerir os datacenters. Eles vão formar duas grandes centrais de processamento no Brasil. Além do Recife, a cidade de Manaus foi contemplada. “Na área de tecnologia da informação, a Huawei está trazendo uma grande oportunidade. A computação em nuvem é uma das fronteiras de inovação e de avanço da tecnologia de massa. Isso é fundamental para os consumidores e para o interesse das empresas que utilizam a internet. Mas é, também, uma área muito promissora de pesquisa, de inovação e de desafios tecnológicosâ€, explicou Mercadante, antes de seguir para compromisso no Porto Digital.

  • Rute inaugura núcleo de telemedicina na FMRP
    A Rede Universitária de Telemedicina (Rute) inaugurou, no dia 2/12, o primeiro núcleo da Fase III do projeto. Trata-se do núcleo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, instituição ligada à USP. Dotado de equipamentos para conexão em banda larga, o núcleo permite que a instituição se integre a outras unidades de saúde do país para o intercâmbio de informações em tempo real. Por meio de tecnologias da informação e comunicação, é possível realizar não só atividades de pesquisa e educação continuada em saúde, mas também avaliações remotas de casos clínicos e pré-diagnósticos a distância. O núcleo foi um dos oito inaugurados em 2011. Com isso, já são 55 núcleos operacionais em todo o país.

  • CAFe adere à eduGAIN
    No dia 13/12, a Comunidade Acadêmica Federada (CAFe) passou a integrar a o serviço eduGAIN, que reúne, em uma rede de confiança, as federações de gestão de identidade sócias da GÉANT (Rede Gigabit de pesquisa pan-européia). A organização é uma rede de alta capacidade que engloba mais de três mil instituições de ensino e pesquisa em 32 países, através de 28 redes nacionais e regionais de ensino e pesquisa. Além do Brasil, representado pela CAFe, fazem parte da eduGAIN federações da Croácia, Finlândia, Hungria, Itália, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça. Constam na lista de candidatos a integrar a confederação os seguintes países: República Tcheca, França, Alemanha, Grécia, Letônia e Holanda. Assim, a CAFe é a primeira federação das Américas a integrar esse seleto clube. Segundo o gerente de Serviços da RNP, Leandro Guimarães, “a entrada na eduGAIN abrirá novas possibilidades de acesso aos diversos provedores de serviços (SPs) integrantes das demais federações. O desafio a partir do próximo ano será o mapeamento desses interesses e acertos que serão necessários, uma vez que o serviço oferecido pela Géant também é muito recente, tendo entrado em produção em abril deste ano”. Sobre a CAFe Incluída do Catálogo de Serviços da RNP no segundo semestre de 2010, a CAFe é uma federação que reúne instituições de ensino e pesquisa brasileiras. Através da Comunidade, um usuário mantém todas as suas informações na instituição de origem e pode acessar serviços oferecidos pelas instituições que participam da federação, por meio de um login único, recurso conhecido como single sign-on (SSO). As instituições pertencentes à CAFe podem atuar como provedoras de identidade e como provedoras de serviço. A RNP é responsável por manter o repositório centralizado com dados sobre os integrantes da federação. Mais informações sobre a CAFe e suas instituições integrantes podem ser obtidas na página do serviço.

  • Fim de ano com segurança na internet
    O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da RNP, referência no Brasil em questões de segurança, alerta sobre os perigos à solta na internet, especialmente no fim do ano. Através de uma cartilha on line (http://www.rnp.br/cais/cartilhas), o CAIS orienta os consumidores em relação aos spams via e-mail, nas compras on line e coletivas e ainda nos leilões virtuais. “Todo mundo é um possível alvo na internet, não importa a idade ou o perfil. Por isso o que conta é a atenção redobrada durante o ano todo do internauta. O cuidado deve ser ainda maior nesse período de festas, com e-mails que falam de promoções e de sorteios Natalinos. Os usuários iniciantes no mundo da internet que não estão acostumados com os sinais de golpe também precisam ficar atentos para não serem atraídos pelas fraudes”, comenta André Landim, analista de Segurança do CAIS, que já registrou 110 ameaças na internet apenas no mês de dezembro. Com preços atrativos e a comodidade de comprar para o Natal sem enfrentar lojas cheias, o comércio virtual movimenta a cada ano uma parcela maior de consumidores. Entretanto, há um longo caminho até que uma oferta se transforme em uma compra segura. A mais grave ameaça envolve a existência de falsas lojas e sistemas fraudulentos para o roubo de informações dos clientes. Para isso, especialistas em segurança da RNP recomendam atenção não só com a loja que o cliente quer “comprar”, mas com o próprio computador. Dicas de segurança: Seu programa antivírus está atualizado ou você não tem a menor ideia? As atualizações são importantes porque a cada dia novas ameaças aparecem na Internet e um programa desatualizado pode não identificá-las, deixando seu computador desprotegido; Pesquise sobre a empresa nos sites de busca. Veja o que aparece sobre ela quando você digita seu nome no Google, por exemplo. Você pode encontrar tanto reclamações quanto boas indicações; Itens com mais risco. Tenha cuidado especial ao comprar itens populares, como MP3 players, câmeras digitais, smartphones, TVs LCD, notebooks, tablets e navegadores GPS. Itens mais desejados são mais explorados, o que pode tornar a compra mais arriscada; Desconfie se vir muitos itens difíceis de ser encontrados em um mesmo site; Cadeado no navegador não é garantia de segurança! Existem vários ataques que permitem que alguém faça com que o computador seja um intermediário na conexão entre ele e o site de compras. A conexão segura acontecerá, mas ela será estabelecida entre seu computador e o computador malicioso, que estabelece a conexão com o servidor do site de compras. Isto permite que tudo o que você envia seja lido. Fique atento a alertas relacionados a certificados digitais que seu navegador apresenta. Sobre o CAIS O CAIS – Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança atua na detecção, resolução e prevenção de incidentes de segurança na rede acadêmica brasileira, além de elaborar, promover e disseminar práticas de segurança em redes.

  • Lançada no Brasil a primeira Escola Virtual do MERCOSUL
    No dia 6/12, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, foi realizada a cerimônia de lançamento da primeira Escola Virtual do MERCOSUL. Trata-se de uma rede de formação e capacitação virtual, integrada por especialistas e instituições de reconhecimento internacional e com representação nos quatro países do MERCOSUL, que tem como objetivo desenvolver a economia digital e promover a integração econômica no bloco. Na cerimônia, além dos anfitriões, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e a Embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, também participaram a diretora do Mercosul Digital, Marta Pessoa; o director geral da RNP, Nelson Simões; o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Ronaldo Mota; e o diretor de Temas Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores, Benedito Fonseca Filho, entre outras autoridades, especialistas e profissionais atuantes em diferentes instâncias do poder público e privado no Brasil e no MERCOSUL. Durante seu discurso, Mercadante observou que o Brasil, é líder no que diz respeito à economia do conhecimento natural, mas que o país e o bloco não podem se acomodar na posição de produtores e exportadores de comodities. “Nós temos que olhar para a economia do futuro, para a economia do conhecimento, para a economia criativa, para a economia verde sustentável, e tecnologia de informação e comunicação é uma dimensão absolutamente indispensável nesse esforço”, disse. A Escola Virtual A cerimônia também contou com uma apresentação sobre a primeira Escola Virtual do MERCOSUL, iniciativa inovadora de intercâmbio de experiências e conhecimentos e aprendizagem. Trata-se de um centro de referência por sua qualidade formativa, alto nível e impacto das metodologias aplicadas em temas estratégicos da Sociedade da Informação e Comércio Eletrônico. A Escola Virtual do MERCOSUL está constituída por cursos de capacitação on-line, serviços de informação e comunidades de prática, para micro, pequenos e médios empresários, instituições de ensino e pesquisa, e organizações, dos setores privado e público, nas esferas federal, estadual e municipal, além de atores da sociedade civil. Entre os produtos oferecidos estão cursos de formação prática, com a presença de tutores especializados; oficinas; conferências; seminários e fóruns online; com conteúdos de alta qualidade, elaborados por especialistas da área. As temáticas desenvolvidas prioritariamente são na área de Comércio Eletrônico e abordam assuntos como negócios pela internet, segurança em assinatura digital e eletrônica, redes sociais e posicionamento web, aspectos legais, regulatórios, tributários e alfandegários de comércio eletrônico. Durante a cerimônia em Brasília, Ana Paula Zacarias destacou a importância de iniciativas como esta para o desenvolvimento. A Escola é um passo significativo e importante. A falta de competência digital impossibilita o desenvolvimento de uma sociedade plural e integradora. Projeto Mercosul Digital A Escola Virtual do MERCOSUL é um dos principais resultados do projeto Mercosul Digital, iniciativa de cooperação internacional entre a União Europeia e o MERCOSUL. Concebida com a preocupação de ser sustentável, com uso intensivo das Tecnologias da Informação e Comunicação e novas mídias, foi desenhada a serviço da educação virtual, com a proposta de tornar-se um modelo efetivo de Gestão do Conhecimento. Entre os benefícios para o bloco MERCOSUL estão: reduzir as assimetrias no acesso ao Comércio Eletrônico e uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs); promover negócios pela internet, no MERCOSUL e América Latina; e contribuir para o crescimento econômico no bloco, além de desenvolver e consolidar a Sociedade da Informação nos países do MERCOSUL, através do aumento da capacitação.

  • Rede acadêmica interligará instituições de ensino e pesquisa do Caribe
    A única região do globo desprovida de uma estrutura de internet avançada para interligar instituições de ensino e pesquisa – o Caribe – terá, a partir de 2012, a sua própria rede acadêmica e isso é fruto de um trabalho realizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A previsão é do coordenador de Redes Eriko Porto, funcionário da RNP designado para conduzir o projeto. Em sua primeira fase, a iniciativa batizada de C@ribNET conectará, a uma velocidade de 155 Mbps, 31 instituições de 13 países da região, mais a República Dominicana. Isso permitirá que os pesquisadores locais passem a integrar o movimento global de pesquisa científica colaborativa. “Os benefícios são evidentes, toda rede traz desenvolvimento e inclusão digital. A C@ribNET vai possibilitar a instituições desses países a colaboração em projetos de pesquisas globais em áreas como meteorologia e física de altas energias”, justifica Eriko Porto. O projeto, orçado em 10 milhões de euros, está sendo financiado pela União Européia, sob administração do Banco Mundial. Para conduzi-lo, a RNP participou de uma licitação aberta pelo Caribbean Knowledge and Learning Network (CKLN) – a Rede Caribenha de Ensino e Conhecimento. A instituição brasileira foi escolhida em razão do seu know how no trabalho a frente da RedCLARA, iniciativa congênere na América Latina que conecta 15 redes nacionais de ensino e pesquisa. Diferentemente da rede latina, o trabalho no Caribe tem se mostrado mais complexo, afirma Porto. A razão é que o Caribe não possui redes nacionais de ensino e pesquisa. Dessa forma, além de implementar uma infraestrutura que conecte os países, será preciso conectar também as instituições, o que exigirá da C@ribNET um aporte de 6,5 milhões de dólares para contratação do circuito entre as nações e, internamente, até as universidades e centros de pesquisa. Por questões logísticas e de desembaraço aduaneiro dos equipamentos, a implantação de fato da primeira fase da C@ribNET iniciará em 2012. Após a primeira etapa ser encerrada, deverá iniciará a segunda, quando instituições dos demais países da região serão conectadas à rede.

  • RNP participa de audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara
    A RNP, representada por seu diretor geral, Nelson Simões, esteve presente ontem na audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara para discutir a implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A ideia é que as universidades e centros de pesquisa funcionem como âncoras do PNBL, beneficiando as comunidades próximas. Na semana passada, RNP e Telebras se reuniram com os reitores de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) e firmaram parceria para aumentar o acesso à rede acadêmica nos campi no interior para velocidades de conexão a partir de 100 Mbps. "Nosso objetivo é garantir 100 Mbps em todas as unidades do interior e 1 Gbps nas sedes", explicou Simões.

  • RNP e Ministério da Cultura promovem discussão com comunidade artística sobre cultura digital
    Em 2003, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, colocou na pauta de trabalho da pasta a discussão em torno da redefinição das políticas culturais diante do crescente encontro das manifestações artísticas com as tecnologias digitais. Oito anos se passaram e as discussões tomaram vulto de modo que hoje o Ministério trata de forma institucionalizada a convergência entre as duas linguagens. Esse cenário foi tema do evento “Desafios da Arte em Rede - I Rodada em Cultura, Arte, Tecnociência e Inovação”, que antecedeu, no dia 1º/12, a terceira edição do Festival CulturaDigital.Br, realizado semana passada no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. A comunidade artística, além de discutir o papel da cultura e das artes nos processos de inovação, atualizou-se sobre as ações do governo no âmbito da cultura digital e forneceu insumos para a formulação de políticas públicas nessa área. Foram apresentados ao público presente os projetos da Rede de Laboratórios para Experimentação em Arte, Cultura e Tecnologia e da Rede de Cinemas Digitais, ambos fruto da cooperação entre Ministério da Cultura (MinC) e RNP. O primeiro está sendo articulado em parceria com a Funarte e o segundo, com a Cinemateca Brasileira e universidades. De acordo com a diretora do Centro de Programas Integrados da Funarte, Ana Cláudia Souza, os laboratórios vão ao encontro dos esforços da instituição de fomentar a produção de trabalhos envolvendo arte, tecnologia e inovação. Entre as iniciativas de apoio a esse campo conduzidas pela Funarte, Ana destacou os editais que ofereceram bolsas para artistas produzirem conteúdos artísticos para o meio digital, como o prêmio Interações Estéticas e a Bolsa de Produção Cultural para a Internet. A titular da Secretaria do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana, reforçou a necessidade do apoio da RNP na criação de uma infraestrutura para a digitalização e transmissão em altíssima velocidade de conteúdos audiovisuais, tanto da Cinemateca Brasileira como o produzido nas universidades. “A RNP é uma parceira incondicional que mesmo se pedir divórcio não se separa mais do ministério”, disse. O diretor de Serviços e Soluções da RNP, José Luis Ribeiro, apresentou a rede Ipê – rede avançada operada pela RNP –, o seu histórico e as possibilidades de uso da infraestrutura de redes avançadas para pesquisas em outras áreas do conhecimento, como telessaúde e telemedicina, educação a distância, clima e biodiversidade. “Em 2008 e 2009, chegamos perto da cultura e começamos a falar uma língua comum, entendendo os seus requisitos para poder atender à demanda”, disse, referindo ao projeto-piloto pelo qual instituições do MinC foram conectados à rede Ipê e a partir do qual passou-se a investigar possibilidades de uso da rede para fins culturais. O secretário de Políticas Culturais do MinC, Sérgio Mamberti, lembrou o histórico de institucionalização da cultura digital dentro da pasta, que culminou na criação da Coordenação de Cultura Digital, comandada atualmente por José Murilo Junior. Segundo Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais, isso se reflete no Plano Nacional da Cultura, em que sete das 53 metas estão relacionadas à cultura digital. POSSIBILIDADES DA ARTE EM REDE – Pesquisadores e artistas que já utilizam a plataforma digital para manifestações artísticas também participaram do encontro demonstrando seus trabalhos. Entre os destaques está Járbas Jácome, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que surpreendeu a plateia com um sistema pelo qual imagens são geradas no computador a partir de manifestações sonoras e visuais captadas pela câmera e pelo microfone. Nos pilotis do MAM, o público pode assistir ao espetáculo de arte telemática FRÃGIL, realizado simultaneamente entre as cidades do Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador, com transmissão simultânea via Internet. O projeto utiliza a ferramenta computacional ARTHRON, desenvolvida pelo Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID/UFPB), coordenado pelos pesquisadores Guido Lemos e Tatiana Aires Tavares. Guido Lemos apresentou a ferramenta em uma das mesas do encontro Saiba mais clicando aqui


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